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Uma breve comparação entre o fotógrafo e o apertador de botão.

Neste primeiro post gostaria de propor uma reflexão ampla, quero que percebamos esta breve comparação como um pensamento inicial, algo que vai nos guiar durante toda a caminhada. Trilharemos aqui neste blog pelo caminho que nos leva a uma cultura fotográfica de qualidade. Neste espaço falaremos de tudo um pouco dentro das categorias “Iluminação — Técnica — Pós produção — Cultura — Dúvidas — Referências” de maneira livre, inteligente e descomplicada.

Quero transmitir coisas que realmente façam a diferença em nossa jornada como fotógrafos.

Em nossas vidas necessitamos nomear as coisas, dar nome aos bois, sejam sujeitos, fenômenos ou objetos, tudo para que tenhamos uma melhor compreensão de sua existência. Um ciclone tropical por exemplo, ganha materialidade a partir do momento em que é batizado como “Bruno” ou “Catrina”. Dizem os especialistas que os seres humanos entendem e se preparam melhor para algo, a partir do momento em que surge a subjetividade, quando se atribui um personagem, um papel.

Num comparativo cotidiano para os nossos interesses, podemos notar que existem seres humanos que se autointitulam “fotógrafos”, outros somente portam câmeras, não querendo assumir nenhum estado de maneira definitiva, encontramos ainda os que se dizem apaixonados, aficionados ou mencionam a palavra “hobby”. Enquanto uns fogem do título outros vão de encontro ao “fotógrafo”, num mercado tão saturado, logicamente existiria espaço para qualquer tipo de profissional. Existe aquele que faz “bicos”, aquele que trabalha de graça, o profissional que depende disso, mas nunca fez questão de estudar, são muitos tipos de “fotógrafos” para muitos públicos.

A confusão é grande e não há um órgão regulador da atividade fotografia, por isso são incontáveis as decepções e más experiências relatadas por pessoas boas, que não souberam escolher um bom profissional.

Então como seria possível alguém que não conhece nada de fotografia escolher um bom fotógrafo e não passar por transtornos de nenhum tipo na sua formatura, festa ou casamento? Aprendendo a lidar com a fotografia a partir da diferenciação e da atribuição de personalidade, sabendo que existem dois tipos de trabalhadores que aqui vamos nomear explicitamente: o apertador de botão e o fotógrafo. O primeiro associa a fotografia com a tecnologia, com os equipamentos e novidades do mercado, é um “profissional” ansioso e inseguro que não sabe sequer da vida útil da sua câmera. Sem contar que para ele não tem problema gastar e comprar outra, pois interpreta a fotografia muito mais a partir da quantidade do que da qualidade. O conhecimento não é fator de preocupação, pois o digital permite que se façam muitas fotos e depois se escolha a melhor. No alto do seu ego de fotógrafo, como não poderia ser diferente depois de atribuir-se o papel, se considera autodidata, o grande problema é que nem tudo na vida pode ser adquirido de maneira autodidata.

Como seria possível entregar material cirúrgico nas mãos daquele que nunca operou e se diz médico? Isso existe e é combatido. Assim sendo, a questão da titulação é mais do que delicada em sociedade, podendo gerar prejuízos irreparáveis se não for encarada com a devida atenção. Voltando à comparação, o segundo personagem é o “fotógrafo”, que assim chamamos sem nenhum tipo de receio. Seria aquele que associa a boa fotografia não com a tecnologia, mas sim com o conhecimento, com a imersão cultural, boas referências e curiosidade. Conhece o mercado em que atua e principalmente conhece a si mesmo, visto que se utiliza da via expressional, onde é preciso saber quem somos, para fazer o que queremos. Este fotógrafo detém o domínio artístico do equipamento, não somente entende a técnica e seus pressupostos básicos. É um ser esforçado por excelência, sabe que não é um gênio, pois somente eles são capazes de aprimorar suas potencialidades em isolamento e/ou através de vídeos no Youtube, quando estamos sozinhos chega um ponto em que a estagnação é inevitável.

O ponto chave da diferenciação das figuras é a cultura, não a câmera. São as pessoas que amou, os lugares por onde passou, os livros que leu, as músicas que cantou e as poesias que recitou, isso conforma um fotógrafo como diria Ansell Adams. Ninguém pode ser fotógrafo sem equipamentos claro, mas em nossa segunda figura notamos outras prioridades, o fotógrafo precisa de um mínimo necessário para expor a sua visão, como um poeta precisa de uma caneta ou um rapper precisa de um microfone. Ele é fotógrafo e em algum momento buscou socialização e experiências múltiplas para crescer no seu negócio, não as melhores câmeras.

Levemos então a lição para o resto de nossas vidas, o artista nunca é pobre, ele sempre leva a riqueza dentro, não fora. Para aquele que não entende nada de fotografia e não sabe diferenciar quantidade de qualidade, deixo então a sugestão: tentar entender o que os profissionais à disposição estão querendo lhe dizer, suas expressões, formas, cores, o que mais chama a atenção? Pode que a atividade tenha de ser ainda mais difícil e então proponho reconhecer o trabalho deste fotógrafo no meio de muitos outros, seria possível caso o seu nome não estivesse ali? O profissional em análise faz o que todo mundo faz ou possui o seu diferencial? Tenhamos claro então que não existirá diferencial sem autoconhecimento, não existe um erro mais grave que o de intitular sem conhecer, é preciso que nos entendamos e nos preparemos melhor em sociedade para o momento em que surgirem as subjetividades.

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Blog A Escola de Fotografia

Olá pessoal, aqui é Guilherme Bressan dando início ao meu Blog onde irei comentar sobre técnicas de fotografia, equipamentos e dicas para profissionais e amadores.

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